NONO ANO / PERÍODO MANHÃ / AMADEU (Do dia 09/09 ao dia 11/09)
Período
É a frase constituída de uma ou mais orações, formando
um todo, com sentido completo. O período pode ser simples ou composto.
Período Simples
É aquele constituído por apenas uma oração, que
recebe o nome de oração absoluta.
Exemplos:
O amor é eterno.
As plantas necessitam de cuidados especiais.
Quero aquelas rosas.
O tempo é o melhor remédio.
Período Composto
É aquele constituído por duas ou mais
orações.
Exemplos:
Quando você partiu minha vida ficou sem
alegrias.
Quero aquelas flores para presentear minha mãe.
Vou gritar para todos ouvirem que estou
sabendo o que acontece ao anoitecer.
Cheguei, jantei e fui
dormir.
Saiba que:
Como toda oração está centrada num verbo
ou numa locução verbal, a maneira prática de saber quantas orações existem num
período é contar os verbos ou locuções verbais.
Objetivos da análise sintática
A análise sintática tem como objetivo examinar a
estrutura de um período e das orações que compõem um período.
Estrutura de um período
Observe:
Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.
Ao analisarmos a estrutura do período acima, é
possível identificar duas orações: Conhecemos mais pessoas e quando
estamos viajando
TERMOS DA ORAÇÃO
No período "Conhecemos mais pessoas quando
estamos viajando", existem seis palavras. Cada uma delas exerce uma
determinada função nas orações. Em análise sintática, cada palavra da oração é
chamada de termo da oração. Termo é a palavra considerada de acordo com
a função sintática que exerce na oração.
Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os
termos da oração podem ser:
1) Essenciais
Também conhecidos como termos
"fundamentais", são representados pelo sujeito e predicado nas
orações.
2) Integrantes
Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados
por:
complemento verbal - objeto direto e indireto;
complemento nominal;
agente da passiva.
3) Acessórios
Desempenham função secundária (especificam o
substantivo ou expressam circunstância). São representados por:
adjunto adnominal;
adjunto adverbial;
aposto.
Obs.:
O vocativo, em análise sintática, é um
termo à parte: não pertence à estrutura da oração.
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
Sujeito e predicado
Para que a oração tenha significado, são necessários
alguns termos básicos: os termos essenciais.
A oração possui dois termos essenciais, o sujeito
e o predicado.
Sujeito: termo sobre o qual o restante da
oração diz algo.
Por Exemplo:
As praias estão cada vez
mais poluídas.
Sujeito
Predicado: termo que contém o verbo e informa
algo sobre o sujeito.
Por Exemplo:
As praias estão cada vez mais poluídas.
Predicado
Posição do sujeito na oração
Dependendo da posição de seus termos, a oração pode
estar:
Na ordem direta: o sujeito
aparece antes do predicado.
Por exemplo:
As crianças brincavam
despreocupadas.
Sujeito Predicado
Na Ordem Inversa: o sujeito
aparece depois do predicado.
Brincavam despreocupadas as crianças.
Predicado Sujeito
Sujeito no Meio do Predicado:
Despreocupadas, as crianças brincavam.
Predicado
Sujeito Predicado
Classificação do sujeito
O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado
ou indeterminado. Existem ainda as orações sem sujeito.
Sujeito determinado
É aquele que se pode identificar com precisão a partir
da concordância verbal. Pode ser:
a) Simples
Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao
verbo.
Por exemplo:
A rua estava deserta.
Observação: não se deve confundir
sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o sujeito é simples quando
o verbo da oração se refere a apenas um elemento, seja ele um substantivo
(singular ou plural), um pronome, um numeral ou uma oração subjetiva.
Por exemplo:
Os meninos estão gripados.
Todos cantaram durante o passeio.
b) Composto
Apresenta dois ou mais núcleos ligados diretamente ao
verbo.
Tênis e natação são ótimos exercícios físicos.
c) Implícito
Ocorre quando o sujeito não está explicitamente
representado na oração, mas pode ser
identificado.
Por Exemplo:
Dispensamos todos os funcionários.
Nessa oração, o sujeito é implícito e determinado, pois
está indicado pela desinência verbal -mos.
Observação: o sujeito implícito também é
chamado de sujeito elíptico, subentendido ou desinencial. Antigamente era
denominado sujeito oculto.
Sujeito indeterminado
É aquele que, embora existindo, não se pode determinar
nem pelo contexto, nem pela terminação do verbo. Na língua portuguesa, há três
maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:
a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem
que se refira a nenhum termo identificado anteriormente (nem em outra oração).
Por exemplo:
Procuraram você por todos os lugares.
Estão pedindo seu documento na
entrada da festa.
b) Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular, seguido
do pronome se:
O verbo vem acompanhado do pronome se, que atua
como índice de indeterminação do sujeito. Essa construção ocorre com
verbos que não apresentam complemento direto (verbos intransitivos, transitivos
indiretos e de ligação). O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do
singular.
Exemplos:
Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)
Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)
No casamento, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação)
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ENTENDENDO A
PARTÍCULA "SE"
As
construções em que ocorre a partícula se podem apresentar
algumas dificuldades quanto à classificação do sujeito.
Veja:
a)
Aprovou-se o novo candidato.
Sujeito
Aprovaram-se os
novos candidatos.
Sujeito
b)
Precisa-se de professor. (Sujeito Indeterminado)
Precisa-se de professores. (Sujeito Indeterminado)
No
caso A, o se é uma partícula apassivadora e o verbo está na voz passiva sintética, concordando com o sujeito.
Observe a transformação das frases para a voz passiva analítica:
O
novo candidato foi aprovado.
Sujeito
Os
novos candidatos foram aprovados.
Sujeito
No
caso B, se é índice de indeterminação do sujeito e o verbo está na voz ativa. Nessas construções, o sujeito é
indeterminado e o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular.
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c)
Com o verbo no infinitivo impessoal:
Por exemplo:
Era penoso estudar todo aquele conteúdo.
É triste assistir a estas cenas tão trágicas.
Obs.:
quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a elementos
explícitos em orações anteriores ou posteriores, o sujeito é determinado.
Por Exemplo:
Felipe e Marcos foram à feira. Compraram muitas
verduras.
Nesse caso, o sujeito de compraram é eles
(Felipe e Marcos). Ocorre sujeito oculto.
Professor, é só esse ou o outro também?
ResponderExcluirSou eu N°2
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